O cartão de crédito pode ser um aliado no dia a dia, mas também é uma das maiores armadilhas financeiras para quem está apertado. Quando a fatura chega e o pagamento mínimo é a única opção, o consumidor cai no chamado rotativo do cartão — um tipo de financiamento de curto prazo que tem os juros mais altos do país, passando de 400% ao ano.
A boa notícia é que existem caminhos para escapar dessa bola de neve. A seguir, mostramos opções simples e práticas para sair do sufoco sem entrar em outra dívida.
Troque o rotativo por um parcelamento mais barato
Desde 2017, os bancos são obrigados a oferecer uma alternativa ao rotativo: o parcelamento da fatura. A taxa de juros costuma ser menor e o valor das parcelas, mais previsível.
Exemplo: se a fatura de R$ 1.000 foi paga apenas com o mínimo, em pouco tempo a dívida pode dobrar. Já no parcelamento, o saldo é dividido e os juros são reduzidos, o que torna a conta menos pesada.
Mas atenção: só vale a pena se a parcela realmente couber no orçamento. Trocar uma dívida impagável por outra não resolve o problema.
Negocie com o banco antes que a dívida cresça
Ligar para a central do cartão pode parecer constrangedor, mas é um passo fundamental. As instituições preferem renegociar a perder o cliente. Em muitos casos, oferecem descontos, prazos maiores ou até a possibilidade de migrar a dívida para outro banco com condições melhores — a chamada portabilidade de crédito.
Ferramentas como o Serasa Limpa Nome também ajudam a comparar propostas de renegociação e, em alguns casos, oferecem abatimentos significativos.
Pause o uso do cartão de crédito
Enquanto a dívida não estiver controlada, continuar usando o cartão é como tentar encher um balde furado. A recomendação é suspender o uso temporariamente e concentrar os gastos em débito, PIX ou dinheiro vivo. Isso dá mais clareza sobre o que realmente sai da conta.
Organize o básico do orçamento
Colocar as contas no papel é essencial para sair do sufoco. Liste todas as entradas e saídas do mês, priorize despesas essenciais — como moradia, alimentação e transporte — e destine qualquer sobra para reduzir a dívida.
Mesmo um valor pequeno, como R$ 50 adicionais por mês, pode acelerar bastante a quitação do saldo.
Um passo para respirar de novo
Sair do rotativo exige disciplina, mas é possível. O caminho passa por trocar a dívida cara por outra mais barata, negociar com o banco, pausar o cartão e organizar o orçamento.
O alívio não vem de um dia para o outro, mas cada ação ajuda a recuperar o controle e abre espaço para uma vida financeira mais leve.
